quarta-feira, 20 de abril de 2011

Comissões promoverão 8º Seminário LGBT em maio

As comissões de Educação e Cultura; de Direitos Humanos e Minorias; e de Legislação Participativa; vão realizar o 8º Seminário LGBT. O objetivo do seminário será aprofundar o debate com o governo e a sociedade sobre os direitos dos homossexuais no Brasil, além de propor medidas de combate ao preconceito.

A deputada Fátima Bezerra (PT-RN) propôs a realização do seminário a pedido da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.

Segundo a parlamentar, é necessário que a sociedade faça uma profunda reflexão sobre o direito das pessoas à opção de orientação sexual sem que sejam penalizadas física, moral ou psicologicamente. “Enquanto perdurarem as práticas homofóbicas, os GLBTs permanecerão excluídos da cidadania política e social. É preciso uma legislação severa para lutar contra essa violência”, afirma a deputada.

O seminário será realizado no dia 17 de maio, das 9 às 18 horas, no Auditório Nereu Ramos. A data foi escolhida por coincidir com o Dia Internacional Contra a Homofobia.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Luisa Marilac | Entrevista Globo.com

“Neste verão eu decidi fazer algo de diferente. Decidi ficar na minha casa, na minha piscina, com meus bons drink [sic] curtindo esse verão maravilhoso na Europa”
No verão passado, Luisa Marilac decidiu fazer algo diferente. Ela só não previa que o vídeo no qual desfrutava de um dia de sol na piscina de sua casa na Espanha, tomando seus “bons drink”, faria dela uma celebridade da internet.

“Menina! Passei a tarde na cama, só falando com o povo no Twitter. Meus Deus, quanta gente!”, contou a transexual ao G1 na terça-feira (19), data em que o vídeo intitulado “Luisa Casa Roqueta” ultrapassou os 800 mil acessos no YouTube.

Filmada com uma câmera amadora em junho de 2010, a gravação era uma pequena vingança de Luisa contra um ex-namorado italiano. “Nós moramos em Roma por dois anos e mudamos para Madri para nos casar. Chegando aqui, ele me roubou, fugiu com meus documentos, meus cartões de crédito, me deixou na m...”, explica. “Quis fazer o vídeo para mostrar que apesar de tudo, eu não estava na pior”.

Nas cenas em que joga na cara do ex o glamour da casa com piscina no povoado de Roqueta de Mar, no sul da Espanha, Luisa dispara uma sequência de frases que têm virado bordões nas redes sociais.

Descobertas só recentemente por usuários do Twitter e do Facebook, as máximas de Luisa ganharam até as pistas de dança. Misturadas a arranjos eletrônicos, as pérolas proferidas pela transex foram convertidas em versos de hits de baladas moderninhas.“Neste verão eu decidi fazer algo de diferente. Decidi ficar na minha casa, na minha piscina, com meus bons drink [sic] curtindo esse verão maravilhoso na Europa”, diz a brasileira na gravação, antes de dar um mergulho na água “geladíssima”. “E teve boatos de que eu estava na pior... Se isso é estar na pior, que quer dizer estar bem? P...”, completa Luisa, com ar debochado.

“Fiz o remix por zoação e toco em festas em que o pessoal tem mais humor”, conta o DJ Nedu Lopes, que se apresenta nos clubes paulistanos Vegas e Glória. Já o DJ Dolores de las Dores, do projeto Las Bibas from Vizcaya, produziu uma versão batizada“Momentos meus”, executada na Red Party, do Sonique Bar, também em São Paulo. "Enfio a música no meio de um set maluco, intercalando com Gretchen ou Lady Gaga”, conta.

Assim como o vídeo original de Luisa, os remixes também fazem sucesso: ambos já tiveram mais de 55 mil acessos no YouTube.

Vida 'hétera' no Brasil
O assédio virtual dos brasileiros causou certo banzo na neodiva gay da web, que faz planos de visitar o país no próximo dia 6 de maio. A data não foi escolhida à toa: é o aniversário de Luisa – que jamais revela a idade. “Coloca aí que sou da época do 'Fuscão preto'. E abafa o caso”, pede.

Na vinda ao país, ela pretende ir direto ao encontro da mãe, que trabalha como cabeleireira em Guarulhos, na Grande São Paulo. Também planeja visitar familiares que vivem em sua terra natal, Além Paraíba, localizada na Zona da Mata mineira.


A violência contra os homossexuais no país é tema que preocupa Luisa. Ela diz que foi justamente um ataque homofóbico que a fez se mudar para a Europa há mais de duas décadas.“É uma cidade pequenininha e acolhedora, que faz divisa com o Rio, na BR 116”, detalha. “Quando volto para lá, levo uma vida de 'hétera' e tento passar o mais discreta possível. Sei que aí no Brasil travesti leva pedrada na rua”.

“Levei sete facadas nas costas dentro de um bar em São Paulo. Fiquei em coma dois dias e me trataram feito animal em um hospital público”, explica. “Essa semana me mandaram aquele vídeo do travesti assassinado na Paraíba e fiquei em estado de choque, não consegui nem dormir!”.

Quando se mudou para a Europa, Luisa caiu na prostituição, como fazia desde a adolescência na Grande São Paulo. “A diferença é que na Itália eu não sentia medo, no máximo alguém me olhava feio. No Brasil, travesti que está na vida sabe que pode ser linchado, assassinado...”.

A transex diz que há quase três anos deixou de fazer programas. “Ainda circulam uns anúncios meus em alguns sites. Já tentei tirar todos do ar, mas é tão difícil...”, lamenta.

“Adoro o agito de Madri, mas prefiro ficar na Roqueta, que é um lugar menorzinho. Sempre fui uma moça do interior”, confessa, aos risos. “Sou uma dona-de-casa que gosta de ver tudo limpinho, receber as amigas. Coisa de mulherzinha”.Atualmente, diz ela, o sustento vem da renda que acumulou. Mora em um apartamento no centro da capital espanhola e no verão, aproveita o calor na casa da Roqueta. “É tudo alugado, mas é meu. Eu pago o aluguel, então é meu”, enfatiza.

Silicone da vizinha
Com 1,85m de altura, cintura fina, seios e quadris fartos, Luisa se considera uma “travesti à moda antiga”. “Plástica mesmo só fiz no nariz. O resto é aquele silicone que você bate na porta da vizinha e pede pra ela aplicar”, revela, sem pudores.

O corpão exagerado às vezes atrapalha na hora de escolher um modelito de alta-costura. “Grife é coisa tão rara de me servir... Comprei um vestido Roberto Cavalli que ficou péssimo. Comprei uma bota Calvin Klein que na primeira esquina quebrou o salto. Fico louca da vida, não compensa gastar tantos euros”, pondera. “E tem mais: aprendi a me olhar no espelho e me achar linda, não importa a roupa”.

Os investimentos mais altos, diz ela, são nos perfumes. “Sou muito exigente e se você me perguntar, sei o nome de todos: Lancôme, Chanel, Givenchy...”, desafia. “Mas o meu preferido é o Insolence, da Guerlain. Adoro um cheirinho bem doce”.

“Vou continuar fazendo essas palhaçadinhas no YouTube e vou chamar as amigas para participar”, promete. “Tem muita travesti talentosa e bonita que não tem oportunidade e se vê obrigada a cair na prostituição. Sou muito afortunada por não ter contraído um HIV. Na minha época não se falava tanto em camisinha”.A vaidade também ficou mais forte desde que seu “dolce far niente” na piscina ganhou a internet. Em seu vídeo mais recente, filmado em HD, gastou 3 mil euros com uma miniequipe formada por maquiadora e cinegrafista.

Xuxa
Luisa espera repetir o êxito de outras transexuais famosas, como Nany People, Dimmy Kieer e a top model Lea T – a queridinha da vez do mundo fashion. “Ela é linda! No início da carreira estava muito magrinha, mas agora ficou incrível. Virou mulher!”, elogia. “Se você descobrir o nome do cirurgião dela, você me passa?”, solicita.

Outra heroína de infância da transex é Luisa de Marilac. Nada a ver com a santa francesa, cujo sobrenome batizou um município mineiro. “Escolhi esse nome para homenagear uma amiga de minha mãe, que me deu a primeira roupa de mulher”, recorda ela, que esconde com afinco seu nome masculino. “Dona Luísa era uma santa, vendedora da sessão de cosméticos do Carrefour. Me tratava como a filha que nunca teve”.Se a fama na web ajudar, Luisa quer realizar um desejo antigo: conhecer a rainha dos baixinhos. “Xuxa é a minha maravilhosa! Meu sonho de infância era ser paquita e se você perguntar para qualquer travesti, ele vai te dizer o mesmo”, garante.

A formação católica passada pela mãe – Luisa nunca conheceu o pai biológico – ainda tem espaço no cotidiano. “Deus foi muito bom comigo. Quando acordo, a primeira coisa que faço é agradecer por mais um dia e já peço perdão pelos pecados que cometerei nas próximas horas”.

Fonte: Globo.com

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Jovem é espancado ao sair de boate gay em MS.

Um estudante de 21 anos foi agredido a chutes e socos depois que saiu de uma boate gay, em Campo Grande (MS). Antes, os agressores passaram de carro por ele e gritaram "veado", segundo registro policial feito pela vítima. O caso foi registrado como lesão corporal dolosa e o proprietário do veículo foi identificado.

L., que não quis se identificar temendo novas agressões, contou que tinha acabado de sair da boate, por volta das 4h de sexta-feira (15), e sentado na calçada, a poucas quadras do local, com um amigo, enquanto outro colega procurava um táxi. Um veículo preto passou por eles e os quatro ocupantes gritaram "veado". O carro parou e dois homens desceram correndo em direção ao jovem e ao seu amigo.

Eles tentaram escapar, mas L. tropeçou e caiu. Dois homens começaram a chutá-lo no rosto, costas e tórax. "Eu chorava, pedia para que eles parassem, perguntava por que eles estavam fazendo aquilo, eu não tinha feito nada para eles".

Em resposta, segundo o jovem contou à polícia, ouviu: "A gente não quer nem saber, você vai apanhar mais". Os agressores resolveram tentar alcançar o amigo de L, mas o perderam de vista e voltaram. O estudante apanhou novamente, desta vez, de três homens. "O pior de tudo eram as risadas, era tudo muito engraçado para eles", disse.

Os agressores entraram no carro e foram embora. L. conseguiu pedir ajuda a uma pessoa que passava pelo local e foi socorrido. O rapaz declarou que viu novamente o veículo preto voltando, passando por eles e acredita que iria apanhar pela terceira vez.

L. está com diversas escoriações pelo corpo e o rosto inchado. A mãe pediu para que ele não saísse de casa. "Eu demoro para dormir, fico lembrando das risadas, dos chutes, da perseguição, é horrível".

O caso de L. foi registrado como lesão corporal dolosa. Segundo a Polícia Civil, a pena prevista é de dois anos de prisão. Desde 2005, em Mato Grosso do Sul, existe lei administrativa que prevê sanções em casos de homofobia, que vão desde advertência, multa até R$ 3.000 e o veto à contratação do agressor em cargo no poder público.

O coordenador do Centro de Referência de Direitos Humanos e Combate a Homofobia, Leonardo Bastos, conta que, nos últimos dois anos, foram abertos 50 processos para apurar casos de discriminação e violência contra homossexuais.

CARTA DOS BRASILEIROS DE BEM PARA OS BRASILEIROS DE BEM

Senhores, ultimamente, temos visto constantes ataques à diferença em nosso país, por meio de insulto aos negros em rede nacional, agressão à homossexuais em nossas ruas, discriminação com nordestinos que vêm para São Paulo tentar uma vida melhor, às mulheres que ainda são mortas pelos companheiros ou que, ainda, recebem salários inferiores aos homens.

Que tempos são esses? Nós do PTB Diversidade, estamos tomando a frente contra esses abusos que temos visto. Recentemente, temos visto panfletagem a favor de um suposto “nacionalismo”, da “moral” e contra o polêmico “kit gay”.

Pouco se sabe sobre esse kit, mas esse kit visa amenizar o preconceito que os homossexuais sofrem nas escolas, pois o preconceito nada mais é que a falta de informação. Esse kit, não visaria doutrinação de gays, mesmo porque isso não é possível, segundo a ciência.

Estamos em tempos muito perigosos, onde o ódio, a falta de informação e preconceito se disseminam aos poucos e silenciosamente pelas ruas das nossas cidades. Não queremos nos casar de véu e grinalda nas igrejas, pois respeitamos a religião de cada um, seu espaço e seu discurso, mesmo porque nós também temos religião. Não queremos direitos especiais e que a sociedade seja obrigada a ver gays seminus em manifestações públicas. Não queremos que as nossas cidades se tornem um grande gueto. 

Viemos através desta carta manifestar nosso real desejo: O direito à igualdade, consagrado em nossa Constituição Federal, para o fim de termos uma sociedade mais justa, onde o simples direito de dividir seus bens e benefícios (planos de saúde, direitos hereditários, pensão e etc.) com a pessoa amada, queremos trabalhar, pagar impostos e conviver pacificamente, com todo o tipo de pessoas e principalmente, com respeito mútuo entre todas as partes, convivendo pacificamente. 

Seria isso muito difícil de ser alcançado, sem julgamento, sem ódio ou qualquer tipo de ranço político ou religioso, apenas vendo o outro como um simples SER HUMANO que precisa respeitar e ser respeitado.


PTB DIVERSIDADE! (Carta Aberta em Repúdio aos panfletos espalhados pela região da Avenida Paulista, na cidade de São Paulo)

Travesti é assassinado a facadas no meio da rua no interior da Paraíba

O crime aconteceu na cidade de Campina Grande. As imagens são da madrugada de sexta-feira (15), mas só agora foram divulgadas.

Um crime bárbaro e covarde, gravado pelas câmeras de trânsito de Campina Grande, no interior da Paraíba. A vítima foi um travesti de 24 anos, assassinado no meio da rua a facadas por um grupo de jovens.

As imagens são da madrugada de sexta-feira (15), mas só agora foram divulgadas. Um grupo de pessoas conversa na calçada. Um carro escuro se aproxima e para. Três homens descem e começa a perseguição.

As imagens de outra câmera mostram o momento em que Daniel de Oliveira é derrubado. No chão, Daniel é agredido pelos três homens. Ele leva chutes e socos.

Um deles começa a esfaquear Daniel, num golpe seguido de outro e de outro. Daniel já está morto, mas as facadas continuam. São mais de 30. É possível ver o rastro de sangue na calçada.

Na hora do crime, algumas pessoas passam pela rua em carros e motos. Um quarto homem dá ré no carro, e os três rapazes entram no veículo e fogem. A Polícia Civil da Paraíba disse que já identificou os assassinos. Um deles já foi preso e um menor, apreendido.

Fonte: Globo.com

quinta-feira, 14 de abril de 2011

SBT exibe reportagem especial sobre a questão da Homofobia


O Conexão Repórter de 13 de abril de 2011 mostrou uma denúncia alarmante: o aumento da violência contra homossexuais. Roberto Cabrini ficou frente a frente com um grupo que prega o ódio aos homossexuais. São agressões e mortes em série. Só no ano passado, foram mais de 250 assassinatos. Saímos às ruas para descobrir onde nasce o preconceito, a intolerância, o desrespeito aos que são diferentes dos padrões da sociedade convencional. O apresentador Leão Lobo ficou indignado com as declarações homofóbicas do grupo e reage aos insultos. O programa também entrevistou famílias que enfrentam o preconceito e fazem um relato emocionante de amor e compreensão.

Noite em São Paulo. De um lado jovens, casais homossexuais se beijam, namoram. Do outro, a intolerância, grupos radicais. Para sentir na pele o preconceito e discriminação aos gays levamos dois atores para testar a reação das pessoas nas ruas. No centro de São Paulo, um casal de atores entra em ação. Muitos se espantam. Alguns curiosos olham e outros riem. Na região central de São Paulo é onde se concentra o maior foco dos ataques a homossexuais. Instalamos nossas câmeras em outro ponto para registrar o preconceito das pessoas. Os atores serão xingados, agredidos, atacados. Em poucos minutos no local, os supostos homossexuais viram atração de quem passa por aqui. As pessoas gritam. Algumas ameaçam, estão incomodadas. Precisamos sair do local. Somos surpreendidos por um ataque. Arremessam do alto uma jaca de uns 2 quilos. Por sorte, ninguém se machuca. Fica claro que, para a sociedade, o homossexualismo ainda não é totalmente aceitável.

Noite de domingo, centro de Santo André, no ABC paulista. Aqui nos encontramos com um grupo que não tolera qualquer tipo de convivência com homossexuais. Foram semanas tentando localizá-los até finalmente conseguirmos um contato e negociarmos um encontro.

Mas o que os homossexuais pensam dos ataques ? Entre eles, um dos brasileiros mais talentosos e inteligentes. O apresentador de TV Leão Lobo é um pioneiro. Foi um dos primeiros a assumir a homossexualidade em frente às câmeras. Ele assiste atentamente ao material. Leão Lobo reage sem medo e revela que já foi alvo de agressões mais de uma vez.
Margarette Barreto, delegada de crimes raciais e delitos de intolerância, faz um trabalho de inteligência para tentar reprimir a violência contra os homossexuais. Ela traçou um mapeamento dos locais onde as gangues atuam em São Paulo e o perfil dos agressores. Tivemos acesso a uma parte do banco de dados da delegada. Nas fotos, os acusados de crimes de ódio. Alguns vestidos com coturnos com biqueira de aço. Muitos jovens são presos com facas, soco inglês e canos de metal.

Em muitos casos a homofobia é praticada dentro da própria casa. Edith Modesto é a presidente do grupo "Pais de Homossexuais". Famílias de todo o Brasil procuram a ONG para se reaproximar de seus filhos gays. A escritora resolveu ajudar depois de passar pelo mesmo problema no passado. Um caso marcante para Edith foi o do jovem Victor, que a família inteira ficou em frangalhos quando assumiu ser gay. O pai sempre foi moralista. A mãe não conseguia superar a dificuldade e tenta se matar. O pai chegou a pensar em extremos. O irmão também teve dificuldade em aceitar o Victor. Esse é um caso onde seres humanos com diferentes pontos de vista resolveram suas diferenças. Infelizmente é um caso isolado. O amor, dessa vez, superou os desafios e os preconceitos.

Amor que grupos radicais parecem desconhecer diante de ataques tão violentos. O que tem predominado nos últimos tempos é o ódio, a intolerância e a imprudência. Até quando?

(para ver a matéria completa, clique no link Conexão Repórter)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

PTB DIVERSIDADE ANUNCIA INíCIO DOS TRABALHOS

Será em Março, o PTB DIVERSIDADE retomará os trabalhos em data ainda a ser definida, o objetivo principal será levar o Departamento para âmbito nacional , tendo sua sede na cidade de São Paulo. Serão discutidos também as frentes de atuação, e a eleição do novo Presidente , agora para um mandato maior de 2 anos. Fiquem atentos!

do depto. jurídico.

Governo lança disque denúncia de homofobia este mês

A ministra da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, vai àSão Paulo no próximo dia 19, para lançar, na Avenida Paulista, a ampliação doDisque 100 também para a população LGBT.

O lançamento deve acontecer durante umato contra a homofobia também naAvenida Paulista, palco de vários ataques homofóbicos recentes.

O Disque 100 é um serviço telefônico que recebe denúncias e antes atendia criançase adolescentes. Desde o começo deste ano, o serviço passou a receber tambémdenúncias de homossexuais vítimas de homofobia - e de idosos e portadores de deficiência também.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Decreto publicado no "Diário Oficial" da União desta sexta-feira cria o Conselho Nacional de Combate à Discriminação, voltado ao segmento LGBT.

O colegiado será vinculado à Secretaria Especial dos Direitos Humanos e terá a função de "formular e propor diretrizes de ação governamental, em âmbito nacional, voltadas para o combate à discriminação e para a promoção e defesa dos direitos LGBT".

Em nota, a ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) afirma que a criação do conselho demonstra "sensibilidade" do governo para com a comunidade LGBT, vítima de ataques nas últimas semanas, na capital paulista.

O conselho, batizado pelo movimento de "Conselho Nacional LBGT", será composto por representantes de secretarias vinculadas à Presidência e uma dezena de ministérios, além de representantes da sociedade civil, membros do Ministério Público Federal, do Ministério Público do Trabalho, da magistratura federal e da comissão de Direitos Humanos e Minoria da Câmara.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

No próximo dia 20 de novembro, a partir da 17 horas, o Clube de Regatas Tietê sediará os Jogos da Diversidade, evento que faz parte da programação da Virada Esportiva.

Realização conjunta da Prefeitura de São Paulo, São Paulo Turismo! e Comitê Desportivo GLS, o evento contará com duas categorias: recreação e competição - vôlei, futebol, natação, tênis e jogos de salão, entre outras modalidades.

Além das competições esportivas, estão previstos shows de artistas e cantores. Os jogos têm caráter beneficente e as inscrições, são gratuitas.

Serviço:

Jogos da Diversidade

20 de novembro de 2010 - a partir das 17 horas

Clube de Regatas Tietê - Rua Santos Dumont, 843
(próximo ao Metrô Armênia)

Informações e inscrições pelo site da CDG:

www.cdgbrasil.com/virada2010

ou pelo telefone (11) 4113-1394

Entrada grátis
Campanha social: levar de 1 Kg de alimento não perecível.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010


O PTB Diversidade , com tristeza lamenta o falecimento do Senador Romeu Tuma, um homem Justo , de coração aberto , e de imaculada reputação.
Um dos principais apoiadores à criação deste departamento, sensivel as causas LGBT, e com um enorme sentimento de
Justiça e Espirito Público.
Com pesar, perdemos hoje um exemplo de Homem Publico, exemplo este de moralidade , de conduta ,de lealdade , e de compromisso com a Lei e com a Justiça;
Sua historia traduz sua vida, um homem zelador da Familia, Competente no seu trabalho , Leal a seus Amigos , Firme na suas decisões , Doce no seu olhar, por fim um homem de fé , que hoje coloca um ponto final na sua brilhante paricipação na Historia da Republica , e nos deixa seu exemplo de Politico , e de Ser Humano.
Fica para nós seu exemplo de Homem da Lei, de Dedicação à Justiça, e seu exemplo de fé.
Que Deus o acolha em sua Bondade , e conforte sua familia neste momento de dor.
Sandro De Oliveira Bomfim , Presidente PTB DIVERSIDADE.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Editorial da "Folha" defende casamento gay


O jornal Folha de São Paulo publicou em sua edição desta segunda-feira, 19, um editorial completamente favorável a que o Brasil também aprove o casamento entre homossexuais, como o fez recentemente a Argentina. O "editorial" é a área que o jornal reserva para divulgar a opinião oficial do veículo a respeito de assuntos importantes para o país.

No editorial "Casamento gay ", o jornal escreve que "Questões de herança e planos de saúde, por exemplo, afetam o cotidiano de uma parcela ainda sujeita a formas odiosas de discriminação. Menos do que se contrapor ao casamento gay, parece ser na verdade contra o próprio homossexualismo que se insurgem os mais exaltados".

"A Argentina consegue superar, assim, uma forma de discriminação, ou no mínimo um tabu, que ainda persiste em muitos países democráticos. Entre eles, como se sabe, o Brasil -onde nem sequer a ideia de uma união civil homossexual consegue vencer os temores e o conformismo da maioria das lideranças políticas", continua o editorialista.

"Curiosamente, países onde se imagina ser mais forte do que aqui a influência do clero -como Portugal, Espanha e a própria Argentina- foram mais rápidos em aprovar o casamento homossexual do que uma nação supostamente liberal em termos de costumes, como o Brasil."

Para terminar, o jornal ataca diretamente as hostes religiosas que insistem em intervir na vida privada de cidadãos que não estão necessariamente ligados a nenhum credo. "O elogio da informalidade, a indiferença pelas formas jurídicas, tantas vezes presentes nos discursos apologéticos sobre o país, esconde aqui um lastro de timidez e subserviência ao preconceito que cobra, de muitos casais de homens e mulheres, o preço de dificuldades na vida prática e de uma semiclandestinidade no mundo legal sem nenhuma justificativa, exceto o obscurantismo religioso".

sábado, 19 de junho de 2010

Sandro, e o Futuro Governador Geraldo Alckimin, o PTB Diverisidade enviará as propostas para o plano de governo voltado para o público LGBT

Sandro Presidente da Diversidade , com o Roberto Jeferson, sobre a criação da Diversidade Nacional

Presentes na manha do Sábado,20, na Convenção Nacional do PTB, o presidente do Departamento PTB diversidade Sandro de Oliveira Bomfim, acompanhado do diretor Jurídico Dr.Cezar Ribeiro, aproveitaram a ocasião e a presença do Presidente Nacional Do PTB, Roberto Jefferson, para discutirem a criação do departamento PTB Diversidade em âmbito nacional , sendo tal proposta muito bem recebida, e elogiada. Nos próximos dias, será encaminhado ao Presidente Nacional , a Carta de intenções, e o Regimento Interno do PTB Diversidade de São Paulo , para que sirva de parâmetro e modelo para a futura criação do órgão Nacional.

Na ocasião ,Sandro de Oliveira, também teve um breve encontro com nosso candidato ao Governo de São Paulo, Geraldo Alckimin, e passará a fazer parte do grupo de estudos encarregado de elaborar as propostas de campanha para área LGBT, a serem implementadas pelo nosso futuro Governador.

ANS determina inclusão de parceiros homossexuais em planos de saúde

Companheiros homossexuais poderão ser aceitos como dependentes em planos de saúde

Na última quinta-feira, 17, o Ministério Público Federal anunciou que a Agência Nacional de Saúde reconheceu seu pedido para que homossexuais sejam incluídos em planos de saúde de seus companheiros. A decisão foi decorrência de uma ação promovida pelo MPF contra o plano de saúde Omint.

Protocolada em dezembro de 2009, a ação visava garantir o direito aos homossexuais, já que a Omint se recusava a incluir dependentes de homossexuais por falta de previsão legal sobre união homoafetiva. A Justiça Federal de São Paulo na época concedeu liminar determinando que a Omint acatasse em 60 dias as exigências contidas na ação.

quarta-feira, 9 de junho de 2010


Homofobia: criminalizar?

A cada dois dias um homossexual morre no Brasil, de acordo com uma pesquisa do Grupo Gay da Bahia (http://www.ggb.org.br). Tal pesquisa indica que pelo menos 198 homossexuais foram assassinados no país no último ano. O número é 55% maior do que o ano de 2008 e foi considerado alarmante para as entidades de direitos humanos e todos aqueles que defendem a liberdade, consubstanciada nos direitos individuais.

O presidente do Grupo, Marcelo Cerqueira, entende que o crescimento dos crimes é impulsionado pelo pensamento conservador, que embasa práticas homofóbicas.

Apesar do direito penal comum brasileiro nunca ter tipificado a homossexualidade como crime, está presente em nossa sociedade uma reprovação velada contra ela. O controle social é exercido tanto pelas instituições repressivas estatais (controle social formal) quanto pelos mecanismos de reprovação e conformação social (controle social informal), como por exemplo, a família e vizinhança. Esse controle informal é muitas vezes mais eficaz para submeter a conduta dos indivíduos aos ditos comportamentos normais, do que o controle formal (poder judiciário, polícia, etc). A reprovação velada contra as praticas homossexuais faz parte desse controle informal que oprime e determina a orientação sexual das pessoas. Em casos mais extremos, a reprovação se torna uma atitude discriminatória, que vai desde xingamentos a agressões físicas.

“Todos esses crimes que nós temos notícia no Brasil foram motivados pela orientação sexual da vítima. Esses dados, que são a ponta do iceberg de sangue, nos mostram que a sociedade ainda é homofóbica e que impunidade com que todos esses casos são tratados no Brasil faz com que novos casos continuem acontecendo do Oiapoque ao Chuí”, afirma o presidente Cerqueira.

O Grupo usa a imprensa como principal fonte de catalogação das mortes. Por isso, estima-se que o número de homossexuais assassinados seja ainda maior que 198. Apesar 10% da população se declarar homossexual, o Brasil ainda não tem estudos oficiais sobre os crimes de ódio praticados contra eles.

Foram 198 mortos em 2009, entre eles: 117 são gays, 72 travestis e nove lésbicas. Em defesa da vida e da liberdade sexual dos homossexuais, Marcelo Cerqueira diz que “A única arma que nós temos é denunciar às cortes internacionais, denunciar o Estado e os municípios para que, por exemplo, constituam delegacias especiais para apurar os crimes homofóbicos que ainda acontecem no Brasil de uma forma muito escancarada. E fica feio para o Brasil, que quer ser considerado um país democrático, civilizado”.

A denúncia dos crimes cometidos contra homossexuais faz parte de uma tentativa preventiva, porque para que de fato cada um possa viver livremente a orientação sexual que optou, há a necessidade de uma mudança de consciência, que envolve educação sexual e um debate amplo na sociedade. Mas por enquanto o que fazer? Os homossexuais devem continuar com medo de realizar notitia criminis nas delegacias? Como o Estado deve agir contra as práticas homofóbicas?

Fonte: Agência Brasil de Fato; Grupo Gay da Bahia

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Roberto da BUBU, e Diversidade Santista no Camarote da Prefeitura

PTB DIVERSIDADE NA PARADA

O Desejo de Ser Igual !!! , Por Cezar Augusto Ribeiro, Advogado

Pouco importa o sexo , a orientação , a cor , oque as pessoas querem mesmo é serem iguais. Igualdade é uma palavra simples , mas ao mesmo tempo muito forte , desde o começo da civilização se buscou por igualdade , igualdade entre ricos e pobres , entre burgueses e camponeses , mas o sentido de igualdade talvez nunca tenho sido muito bem compreendido , guerras e lutas foram travadas no sentido de tornar minorias desiguais em iguais , ou até mesmo extermina-las , seria então esse o sentido da palavra Igualdade? Não aceitar o diferente? Creio que Não! Igualdade é reconhecer no outro sua imagem , suas qualidades , seus defeitos! Igualdade é aceitar o próximo em suas diferenças, e trata-lo conforme suas necessidades e também conforme suas qualidades.É reconhecer que no Outro também existe uma Alma , repleta de sentimentos sonhos e desejos, assim como a sua. É essa a igualdade que devemos buscar , saber que todos nós estamos na mesma condição , que temos as mesmas limitações humanas, claro que cada um com sua indivualidade.No fundo todos buscamos as mesmas coisas , com nomes diferentes.
No sentido inverso , a desigualdade só favorece áqueles que dela tiram proveito, para que de suas fraquezas se sintam fortes em relação ao outro , fazem do outro menor , para que se sintam maiores, mas o fato é que a igualdade esta plantada no nosso DNA , na nossa Alma , na nossa vida! Vamos Lutar para que ela Prevaleça!

O dia seguinte da Parada Gay


Sem dúvida alguma, a Parada Gay de São Paulo é um sucesso,pelo menos de público.Milhões de pessoas preencheram a avenida paulista em busca do direito à igualdade , ao respeito!
Mas eu me pergunto , “ e o dia Seguinte??” Sim porque depois de tamanha mainifestação o dia seguinte haveria de ser melhor, melhor na atenção do Estado em relação às políticas LGBT, melhor no convívio entre as pessoas , na aceitação do próximo.Mas não é bem assim. O preconceito que não existe num dia, volta com toda força no dia seguinte , segregando , machucando e excluindo. A classe política se esquece rapidamente das milhões e milhões de pessoas que lotaram a principal avenida do Pais, para mostrar que existem, que pensam , que são uma parcela importante da população. A Parada , mesmo em tom de festa e brincadeira é uma manifestação seria , que tem por trás sonhos de igualdade , busca de Direitos não reconhecidos , de Direitos Suprimidos.Falta sim um dialogo mais efetivo com a sociedade , sobre questões como a homofobia, e união civil homoafetiva, que ao meu entender jamais poderia ser tratada com a expressão “Casamento Gay” pelo simples fato da imagem subconsciente de casamento que a socidade possue.
A parada terminou, e agora? Paramos junto com ela? A Festa terminou mas o desejo humano de se ter dignidade NÃO !
Por Cezar Augusto Ribeiro , Advogado e colaborador do PTB Diversidade.