quinta-feira, 24 de maio de 2012
Comissão aprova união estável entre homossexuais
A proposta, da senadora Marta Suplicy (PT-SP), ainda terá que passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ir a plenário e também terá que ser votada pela Câmara dos Deputados, onde deverá enfrentar muito mais resistência do que no Senado, especialmente por parte da chamada bancada evangélica.
Em seu relatório sobre o PL, a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) defendeu a proposta lembrando que o Congresso está atrasado não apenas em relação ao STF, quanto em relação à Receita Federal e ao INSS, que já reconhecem casais do mesmo sexo em suas normas. A senadora lembra, no entanto, que a conversão de união estável em casamento não tem qualquer relação com o casamento religioso.
"O projeto dispõe somente sobre a união estável e o casamento civil, sem qualquer impacto sobre o casamento religioso. Dessa forma, não fere de modo algum a liberdade de organização religiosa nem a de crença de qualquer pessoa, embora garanta, por outro lado, que a fé de uns não se sobreponha à liberdade pessoal de outros", apontou em seu relatório.
Apesar da decisão do STF, que serve de jurisprudência para as demais esferas judiciais, casais homossexuais têm tido dificuldade em obter na Justiça a conversão, mesmo em cidades grandes como São Paulo e Rio de Janeiro. Vários juízes alegam, apesar da decisão do órgão superior, que não há legislação a respeito. Durante a votação do STF, o então presidente do Tribunal, ministro Cezar Peluso, cobrou do Congresso que "assumisse a tarefa que até agora não se sentiu propensa a fazer" e transformasse a conversão em lei.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Governo recebe 3,4 denúncias de homofobia por dia
Disque Direitos Humanos registrou 1.259 queixas de abusos contra homossexuais em 2011, segundo Secretaria de Direitos Humanos.
A violência fruto da intolerância é um dos temas combatidos no Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia (rejeição a transexuais e travestis) - celebrado nesta quinta-feira,17 de maio.
A comemoração foi criada por ativistas franceses em 2005 para marcar a dada em que a homossexualidade foi tirada, há 22 anos, da lista de doenças mentais da Organização Mundial da Saúde.
No Brasil, a data foi explorada por 500 manifestantes já na quarta-feira em Brasília.
As 1.259 denúncias foram recebidas de forma anônima pela secretaria por meio do telefone 100 do Disque Direitos Humanos.
Elas englobam casos de violência física, sexual, psicológica e institucional, além de episódios envolvendo de discriminação relacionada à opção sexual do indivíduo.
Cada caso, segundo a pasta, foi repassado para a polícia e governos locais.
Entre os Estados que mais registraram queixas estão São Paulo (210), Piauí (113), Bahia e Minas Gerais (105 cada), e Rio de Janeiro (96).
Homicídios
O governo federal e a maioria dos Estados não fazem levantamentos sobre o número de crimes praticados contra homossexuais.
A estatística nacional mais aproximada é produzida pela entidade GGB (Grupo Gay da Bahia), que faz sua contagem por meio de notícias publicadas na imprensa.
Segundo o levantamento, em 2011 ocorreram 266 homicídios - um recorde desde o início dos levantamentos na década de 1970. De acordo com o GGB, foi o sexto ano consecutivo em que houve aumento desse tipo de crime.
'A relação é que a cada um dia e meio ocorre uma morte. O Brasil é um país relativamente perigoso para homossexuais', disse o presidente do GGB, Marcelo Cerqueira.
'Não temos muito o que comemorar neste 17 de maio. Além da questão da violência, ações como o kit de combate à homofobia e a campanha de combate à Aids no Carnaval (com foco na comunidade LGBT) foram vetadas pelo governo', disse ele.
São Paulo
Apesar de nominalmente registar o maior número de denúncias de violência contra homossexuais, segundo a contagem da SDH, São Paulo tem se destacado no cenário nacional pela criação de instituições e medidas de combate à homofobia.
Para tentar estimular a denúncia e contabilizar os crimes de intolerância contra homossexuais, o governo criou há um mês uma forma de se registrar boletins de ocorrência pela internet, segundo Heloisa Gama Alves, a coordenadora de Políticas para a Diversidade Sexual da Secretaria de Estado da Justiça.
O software permite à polícia registrar à distância as comunicações de crimes contra a honra (injúria, calúnia, difamação, etc), discriminando se eles foram cometidos por homofobia - o que permite que uma contagem seja feita eletronicamente.
Em paralelo, uma lei estadual prevê advertências e multas a indivíduos e empresas que tenham se envolvido em casos de discriminação por homofobia. Estabelecimentos comerciais podem até ser fechados se reincidirem na prática.
O número de sanções aplicadas no Estado subiu de 33 em 2010 para 63 em 2011, segundo Alves.
Outras duas iniciativas são a criação de uma delegacia da Polícia Civil especializada em crimes de intolerância e uma unidade de saúde dedicada apenas a transexuais.
'Temos o que comemorar (no 17 de maio), mas muito ainda tem que ser feito', disse ela.
Legislação
Tramita no Senado uma proposta para criminalizar atos de discriminação praticados contra homossexuais.
O projeto transforma em crime formas de preconceito relacionado a orientação sexual ou identidade de gênero praticado no mercado de trabalho, nas relações de consumo e no serviço público.
A proposta, porém, encontra resistência de alguns membros da bancada evangélica da casa.
Atualmente, agressões e injúrias praticadas contra homossexuais são punidas com base no código penal.
'O crime de intolerância não é um crime praticado só contra uma pessoa, é uma agressão à toda a sociedade e por isso muito mais grave', afirmou a defensora pública Maíra Coraci Diniz, do Núcleo de Combate à Discriminação, Racismo e Preconceito, da Defensoria Pública de São Paulo.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
domingo, 13 de maio de 2012
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Queixas homofóbicas poderão ser registradas pela internet
"É uma forma de o governo obter dados mais consistentes de crimes desse tipo no Estado", diz Heloísa Gama Alves, coordenadora de Políticas para a Diversidade Sexual da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania. Segundo ela, a novidade é fruto de uma articulação entre a secretaria e a Polícia Civil de São Paulo.
Ainda de acordo com a coordenadora, a expectativa é que as denúncias verbais aumentem com a possibilidade do registro pela internet. Casos que envolvem lesão corporal devem ser registrados pessoalmente na delegacia.
Feito o registro, a Polícia Civil valida o boletim e o passo seguinte é o cidadão realizar queixa por crime de injúria, previsto no Código Penal, ou fazer denúncia a partir da lei estadual 10.948/2001, que estabelece multas e outras penas para a discriminação contra homossexuais, bissexuais e transgêneros. "A partir daí, instauramos um processo administrativo para apurar a denúncia", explica Heloísa. O boletim eletrônico tem validade de seis meses.
Do Portal do Governo de São Paulo
sábado, 28 de abril de 2012
quarta-feira, 25 de abril de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Homofóbicos são atraídos pelo mesmo sexo
"As pessoas homofóbicas têm mais atração por pessoas do mesmo sexo. Essa é a conclusão de um estudo realizado pelas universidades de Rochester, Essex e Califórnia, nos Estados Unidos.
De acordo com a pesquisa publicada na revista "Journal of Personality and Social Psychology", muitos dos homofóbicos cresceram em ambientes familiares que reprimiram esses sentimentos.
"A homofobia é mais pronunciada nos indivíduos com uma atração pelo mesmo sexo e que aumentou com pais autoritários, que proibiram tal desejo", lê-se nas conclusões do estudo.
O levantamento, que consistia em quatro experimentos, contou com a participação de 160 estudantes universitários, da Alemanha e dos Estados Unidos.
Ainda segundo os pesquisadores, os resultados fornecem evidências para apoiar a teoria psicanalítica de que o medo, a ansiedade e aversão por homossexuais pode ser uma reação de quem se identifica com eles, mas não aceita a condição pois tem medo do julgamento alheio.
Tenho certeza de que todo gay vai dizer "eu já sabia!", até mesmo porque alguns de nós, em algum momento de nossas vidas, já teve dificuldade em aceitar a si mesmo.
Mas havemos de convir, que entre nós termos certeza por uma convicção nossa e existir um estudo que confirma essa situação é algo muito interessante. Particularmente penso que um heterossexual convicto não teria o porquê de ter aversão aos homossexuais, primeiro porque não seria um concorrente para ele enquanto "macho" - aqui falando de instintos primitivos - segundo, porque a homossexualidade não é algo que se adquire, tampouco se escolhe, é algo com que se nasce, e se alguém decidiu viver sua homossexualidade depois de certa idade é porque sempre foi assim, mas que somente depois de muito tempo pode compreender sua própria natureza e criou coragem para ser quem sempre foi e quem realmente é.
Fonte: http://www.band.com.br/viva-bem/comportamento/noticia/?id=100000496763
Bancada evangélica no congresso quer interferir no Conselho de Psicologia
Isso é um retrocesso, depois de mais de 10 anos em que a homossexualidade ou homoafetividade foi excluída de ser considerada uma doença, a bancada evangélica que poderia se preocupar em elaborar projetos sociais que visam a erradicação da pobreza, se preocupam em querer "tratar" os homossexuais, além de ser um verdadeiro retrocesso. Ora, impor os dogmas da crença para outras pessoas que não partilham do mesmo entendimento ou crença é um absurdo. Sem prejuízo de que, no meu entendimento, contraria o próprio cristianismo, uma vez que o mesmo prega que servir a Deus compete a cada um conforme seu livre arbítrio. Sendo assim, como podem querem impor o seguimento dos dogmas por meio da lei, quando o interesse em seguir esse ou aquele dogma religioso deveria ser voluntário (livre arbítrio)? Digo e repito, eles deveriam se preocupar com outros assuntos mais importantes que a questão da homossexualidade, sendo que nossos interesses, são apenas o direito a igualdade, sem termos que nos escondermos ou viver vidas duplas, de podermos andar na rua sem sermos apontados ou objetos de chacota, e principalmente de não sermos agredidos gratuitamente.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
31/05/2011 Kit Escola Sem Homofobia - Eu aceito esclarecimento de orientações sexuais
sexta-feira, 27 de maio de 2011
PTB DIVERSIDADE - Agora é Nacional
Presidente: David Pelegrini
Secretário Geral: Carlos Camargo
sexta-feira, 6 de maio de 2011
1 Ano de Luta - 1 Dia de Conquista!
PTB DIVERSIDADE
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Censo 2010 contabiliza mais de 60 mil casais homossexuais
quinta-feira, 28 de abril de 2011
União Homoafetiva no STF
Segundo explica Maria Berenice Dias, desembargadora aposentada e especialista em direito homoafetivo, há indicativos que de a decisão do Supremo deve ser favorável aos pedidos. Não há previsão, no entanto, de quando a decisão final sairá. Para Dias, é certo que será feito algum pedido de vistas, o que deve atrasar o andamento dos processos.
No STJ (Superior Tribunal de Justiça), a decisão sobre o tema foi adiada no último dia 7 pela terceira vez este ano.
"O significado muito importante dessas decisões é que esse tema vem avançando no poder Judiciário, já que no Legislativo há uma omissão injustificável", diz Dias. Para ela, o reconhecimento da união homossexual é "um caminho sem volta".
A decisão do STF não é vinculante --que precisa ser acatada--, mas finaliza a orientação aos tribunais do país e influencia as decisões em instâncias inferiores.
Dentre as entidades que devem se manifestar no julgamento das duas ações no Supremo estão grupos de direitos humanos e a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos)
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Comissões promoverão 8º Seminário LGBT em maio
A deputada Fátima Bezerra (PT-RN) propôs a realização do seminário a pedido da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.
Segundo a parlamentar, é necessário que a sociedade faça uma profunda reflexão sobre o direito das pessoas à opção de orientação sexual sem que sejam penalizadas física, moral ou psicologicamente. “Enquanto perdurarem as práticas homofóbicas, os GLBTs permanecerão excluídos da cidadania política e social. É preciso uma legislação severa para lutar contra essa violência”, afirma a deputada.
O seminário será realizado no dia 17 de maio, das 9 às 18 horas, no Auditório Nereu Ramos. A data foi escolhida por coincidir com o Dia Internacional Contra a Homofobia.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Luisa Marilac | Entrevista Globo.com
“Neste verão eu decidi fazer algo de diferente. Decidi ficar na minha casa, na minha piscina, com meus bons drink [sic] curtindo esse verão maravilhoso na Europa”
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Jovem é espancado ao sair de boate gay em MS.
L., que não quis se identificar temendo novas agressões, contou que tinha acabado de sair da boate, por volta das 4h de sexta-feira (15), e sentado na calçada, a poucas quadras do local, com um amigo, enquanto outro colega procurava um táxi. Um veículo preto passou por eles e os quatro ocupantes gritaram "veado". O carro parou e dois homens desceram correndo em direção ao jovem e ao seu amigo.
Eles tentaram escapar, mas L. tropeçou e caiu. Dois homens começaram a chutá-lo no rosto, costas e tórax. "Eu chorava, pedia para que eles parassem, perguntava por que eles estavam fazendo aquilo, eu não tinha feito nada para eles".
Em resposta, segundo o jovem contou à polícia, ouviu: "A gente não quer nem saber, você vai apanhar mais". Os agressores resolveram tentar alcançar o amigo de L, mas o perderam de vista e voltaram. O estudante apanhou novamente, desta vez, de três homens. "O pior de tudo eram as risadas, era tudo muito engraçado para eles", disse.
Os agressores entraram no carro e foram embora. L. conseguiu pedir ajuda a uma pessoa que passava pelo local e foi socorrido. O rapaz declarou que viu novamente o veículo preto voltando, passando por eles e acredita que iria apanhar pela terceira vez.
L. está com diversas escoriações pelo corpo e o rosto inchado. A mãe pediu para que ele não saísse de casa. "Eu demoro para dormir, fico lembrando das risadas, dos chutes, da perseguição, é horrível".
O caso de L. foi registrado como lesão corporal dolosa. Segundo a Polícia Civil, a pena prevista é de dois anos de prisão. Desde 2005, em Mato Grosso do Sul, existe lei administrativa que prevê sanções em casos de homofobia, que vão desde advertência, multa até R$ 3.000 e o veto à contratação do agressor em cargo no poder público.
O coordenador do Centro de Referência de Direitos Humanos e Combate a Homofobia, Leonardo Bastos, conta que, nos últimos dois anos, foram abertos 50 processos para apurar casos de discriminação e violência contra homossexuais.
CARTA DOS BRASILEIROS DE BEM PARA OS BRASILEIROS DE BEM
Que tempos são esses? Nós do PTB Diversidade, estamos tomando a frente contra esses abusos que temos visto. Recentemente, temos visto panfletagem a favor de um suposto “nacionalismo”, da “moral” e contra o polêmico “kit gay”.
Pouco se sabe sobre esse kit, mas esse kit visa amenizar o preconceito que os homossexuais sofrem nas escolas, pois o preconceito nada mais é que a falta de informação. Esse kit, não visaria doutrinação de gays, mesmo porque isso não é possível, segundo a ciência.
Estamos em tempos muito perigosos, onde o ódio, a falta de informação e preconceito se disseminam aos poucos e silenciosamente pelas ruas das nossas cidades. Não queremos nos casar de véu e grinalda nas igrejas, pois respeitamos a religião de cada um, seu espaço e seu discurso, mesmo porque nós também temos religião. Não queremos direitos especiais e que a sociedade seja obrigada a ver gays seminus em manifestações públicas. Não queremos que as nossas cidades se tornem um grande gueto.
Viemos através desta carta manifestar nosso real desejo: O direito à igualdade, consagrado em nossa Constituição Federal, para o fim de termos uma sociedade mais justa, onde o simples direito de dividir seus bens e benefícios (planos de saúde, direitos hereditários, pensão e etc.) com a pessoa amada, queremos trabalhar, pagar impostos e conviver pacificamente, com todo o tipo de pessoas e principalmente, com respeito mútuo entre todas as partes, convivendo pacificamente.
Seria isso muito difícil de ser alcançado, sem julgamento, sem ódio ou qualquer tipo de ranço político ou religioso, apenas vendo o outro como um simples SER HUMANO que precisa respeitar e ser respeitado.
PTB DIVERSIDADE! (Carta Aberta em Repúdio aos panfletos espalhados pela região da Avenida Paulista, na cidade de São Paulo)
Travesti é assassinado a facadas no meio da rua no interior da Paraíba

O crime aconteceu na cidade de Campina Grande. As imagens são da madrugada de sexta-feira (15), mas só agora foram divulgadas.
Um crime bárbaro e covarde, gravado pelas câmeras de trânsito de Campina Grande, no interior da Paraíba. A vítima foi um travesti de 24 anos, assassinado no meio da rua a facadas por um grupo de jovens.
As imagens são da madrugada de sexta-feira (15), mas só agora foram divulgadas. Um grupo de pessoas conversa na calçada. Um carro escuro se aproxima e para. Três homens descem e começa a perseguição.
As imagens de outra câmera mostram o momento em que Daniel de Oliveira é derrubado. No chão, Daniel é agredido pelos três homens. Ele leva chutes e socos.
Um deles começa a esfaquear Daniel, num golpe seguido de outro e de outro. Daniel já está morto, mas as facadas continuam. São mais de 30. É possível ver o rastro de sangue na calçada.
Na hora do crime, algumas pessoas passam pela rua em carros e motos. Um quarto homem dá ré no carro, e os três rapazes entram no veículo e fogem. A Polícia Civil da Paraíba disse que já identificou os assassinos. Um deles já foi preso e um menor, apreendido.
Fonte: Globo.com
quinta-feira, 14 de abril de 2011
SBT exibe reportagem especial sobre a questão da Homofobia

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
PTB DIVERSIDADE ANUNCIA INíCIO DOS TRABALHOS
Governo lança disque denúncia de homofobia este mês
A ministra da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, vai àSão Paulo no próximo dia 19, para lançar, na Avenida Paulista, a ampliação doDisque 100 também para a população LGBT.
O lançamento deve acontecer durante umato contra a homofobia também naAvenida Paulista, palco de vários ataques homofóbicos recentes.
O Disque 100 é um serviço telefônico que recebe denúncias e antes atendia criançase adolescentes. Desde o começo deste ano, o serviço passou a receber tambémdenúncias de homossexuais vítimas de homofobia - e de idosos e portadores de deficiência também.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Decreto publicado no "Diário Oficial" da União desta sexta-feira cria o Conselho Nacional de Combate à Discriminação, voltado ao segmento LGBT.
O colegiado será vinculado à Secretaria Especial dos Direitos Humanos e terá a função de "formular e propor diretrizes de ação governamental, em âmbito nacional, voltadas para o combate à discriminação e para a promoção e defesa dos direitos LGBT".
Em nota, a ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) afirma que a criação do conselho demonstra "sensibilidade" do governo para com a comunidade LGBT, vítima de ataques nas últimas semanas, na capital paulista.
O conselho, batizado pelo movimento de "Conselho Nacional LBGT", será composto por representantes de secretarias vinculadas à Presidência e uma dezena de ministérios, além de representantes da sociedade civil, membros do Ministério Público Federal, do Ministério Público do Trabalho, da magistratura federal e da comissão de Direitos Humanos e Minoria da Câmara.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Realização conjunta da Prefeitura de São Paulo, São Paulo Turismo! e Comitê Desportivo GLS, o evento contará com duas categorias: recreação e competição - vôlei, futebol, natação, tênis e jogos de salão, entre outras modalidades.
Além das competições esportivas, estão previstos shows de artistas e cantores. Os jogos têm caráter beneficente e as inscrições, são gratuitas.
Serviço:
Jogos da Diversidade
20 de novembro de 2010 - a partir das 17 horas
Clube de Regatas Tietê - Rua Santos Dumont, 843
(próximo ao Metrô Armênia)
Informações e inscrições pelo site da CDG:
www.cdgbrasil.com/virada2010
ou pelo telefone (11) 4113-1394
Entrada grátis
Campanha social: levar de 1 Kg de alimento não perecível.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O PTB Diversidade , com tristeza lamenta o falecimento do Senador Romeu Tuma, um homem Justo , de coração aberto , e de imaculada reputação.
Um dos principais apoiadores à criação deste departamento, sensivel as causas LGBT, e com um enorme sentimento de
Justiça e Espirito Público.
Com pesar, perdemos hoje um exemplo de Homem Publico, exemplo este de moralidade , de conduta ,de lealdade , e de compromisso com a Lei e com a Justiça;
Sua historia traduz sua vida, um homem zelador da Familia, Competente no seu trabalho , Leal a seus Amigos , Firme na suas decisões , Doce no seu olhar, por fim um homem de fé , que hoje coloca um ponto final na sua brilhante paricipação na Historia da Republica , e nos deixa seu exemplo de Politico , e de Ser Humano.
Fica para nós seu exemplo de Homem da Lei, de Dedicação à Justiça, e seu exemplo de fé.
Que Deus o acolha em sua Bondade , e conforte sua familia neste momento de dor.
Sandro De Oliveira Bomfim , Presidente PTB DIVERSIDADE.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Editorial da "Folha" defende casamento gay
sábado, 19 de junho de 2010
Sandro Presidente da Diversidade , com o Roberto Jeferson, sobre a criação da Diversidade Nacional
Presentes na manha do Sábado,20, na Convenção Nacional do PTB, o presidente do Departamento PTB diversidade Sandro de Oliveira Bomfim, acompanhado do diretor Jurídico Dr.Cezar Ribeiro, aproveitaram a ocasião e a presença do Presidente Nacional Do PTB, Roberto Jefferson, para discutirem a criação do departamento PTB Diversidade em âmbito nacional , sendo tal proposta muito bem recebida, e elogiada. Nos próximos dias, será encaminhado ao Presidente Nacional , a Carta de intenções, e o Regimento Interno do PTB Diversidade de São Paulo , para que sirva de parâmetro e modelo para a futura criação do órgão Nacional.
Na ocasião ,Sandro de Oliveira, também teve um breve encontro com nosso candidato ao Governo de São Paulo, Geraldo Alckimin, e passará a fazer parte do grupo de estudos encarregado de elaborar as propostas de campanha para área LGBT, a serem implementadas pelo nosso futuro Governador.
ANS determina inclusão de parceiros homossexuais em planos de saúde
Na última quinta-feira, 17, o Ministério Público Federal anunciou que a Agência Nacional de Saúde reconheceu seu pedido para que homossexuais sejam incluídos em planos de saúde de seus companheiros. A decisão foi decorrência de uma ação promovida pelo MPF contra o plano de saúde Omint.
Protocolada em dezembro de 2009, a ação visava garantir o direito aos homossexuais, já que a Omint se recusava a incluir dependentes de homossexuais por falta de previsão legal sobre união homoafetiva. A Justiça Federal de São Paulo na época concedeu liminar determinando que a Omint acatasse em 60 dias as exigências contidas na ação.
quarta-feira, 9 de junho de 2010

Homofobia: criminalizar?
A cada dois dias um homossexual morre no Brasil, de acordo com uma pesquisa do Grupo Gay da Bahia (http://www.ggb.org.br). Tal pesquisa indica que pelo menos 198 homossexuais foram assassinados no país no último ano. O número é 55% maior do que o ano de 2008 e foi considerado alarmante para as entidades de direitos humanos e todos aqueles que defendem a liberdade, consubstanciada nos direitos individuais.
O presidente do Grupo, Marcelo Cerqueira, entende que o crescimento dos crimes é impulsionado pelo pensamento conservador, que embasa práticas homofóbicas.
Apesar do direito penal comum brasileiro nunca ter tipificado a homossexualidade como crime, está presente em nossa sociedade uma reprovação velada contra ela. O controle social é exercido tanto pelas instituições repressivas estatais (controle social formal) quanto pelos mecanismos de reprovação e conformação social (controle social informal), como por exemplo, a família e vizinhança. Esse controle informal é muitas vezes mais eficaz para submeter a conduta dos indivíduos aos ditos comportamentos normais, do que o controle formal (poder judiciário, polícia, etc). A reprovação velada contra as praticas homossexuais faz parte desse controle informal que oprime e determina a orientação sexual das pessoas. Em casos mais extremos, a reprovação se torna uma atitude discriminatória, que vai desde xingamentos a agressões físicas.
“Todos esses crimes que nós temos notícia no Brasil foram motivados pela orientação sexual da vítima. Esses dados, que são a ponta do iceberg de sangue, nos mostram que a sociedade ainda é homofóbica e que impunidade com que todos esses casos são tratados no Brasil faz com que novos casos continuem acontecendo do Oiapoque ao Chuí”, afirma o presidente Cerqueira.
O Grupo usa a imprensa como principal fonte de catalogação das mortes. Por isso, estima-se que o número de homossexuais assassinados seja ainda maior que 198. Apesar 10% da população se declarar homossexual, o Brasil ainda não tem estudos oficiais sobre os crimes de ódio praticados contra eles.
Foram 198 mortos em 2009, entre eles: 117 são gays, 72 travestis e nove lésbicas. Em defesa da vida e da liberdade sexual dos homossexuais, Marcelo Cerqueira diz que “A única arma que nós temos é denunciar às cortes internacionais, denunciar o Estado e os municípios para que, por exemplo, constituam delegacias especiais para apurar os crimes homofóbicos que ainda acontecem no Brasil de uma forma muito escancarada. E fica feio para o Brasil, que quer ser considerado um país democrático, civilizado”.
A denúncia dos crimes cometidos contra homossexuais faz parte de uma tentativa preventiva, porque para que de fato cada um possa viver livremente a orientação sexual que optou, há a necessidade de uma mudança de consciência, que envolve educação sexual e um debate amplo na sociedade. Mas por enquanto o que fazer? Os homossexuais devem continuar com medo de realizar notitia criminis nas delegacias? Como o Estado deve agir contra as práticas homofóbicas?
Fonte: Agência Brasil de Fato; Grupo Gay da Bahia












